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Desenvolvimento económico
Uma cada vez mais reduzida percentagem do povo da Freguesia dedica-se à agricultura. A maior parte trabalha por conta própria, em pequenas indústrias e oficinas ou nos centros mais desenvolvidos de Vale de Cambra, S. João da Madeira e Oliveira de Azemeis.

O milho, que constituía a base da alimentação do povo ainda na segunda metade do século XX, continua a ser uma das principais culturas, e ao longo das margens dos rios ainda existem diversas azenhas, umas recuperadas, outras em adiantado estado de degradação, onde se moía o grão colhido nas várzeas. Agricultura de minifúndio e de subsistência, à cultura do milho, junta-se a horticultura, a fruticultura e a vinha. A cultura do linho teve uma importância fundamental até aos anos quarenta e constituía a base do bragal doméstico, alimentando vários teares que desapareceram. O mesmo aconteceu com os dois lagares de azeite que possuía e dos três alambiques de José Tavares, do Souto, da Casa do Outeiro e de José Teixeira Brandão, da Casa de Telarda, só resta este.

O sector secundário é o que tem mais relevância para a economia da freguesia. As principais indústrias geradoras de emprego são a transformação de madeiras, o fabrico de mobiliário, a construção civil e a indústria metalomecânica.
No que respeita ao sector terciário, o comércio de produtos alimentares é a única actividade que acaba por representar uma certa importância nesta localidade por satisfazer as necessidades da população neste domínio.
Relativamente à área de saúde os habitantes de Rossas podem usufruir dos serviços do Centro de Saúde de Rossas e da Farmácia Cabral Brandão.

Centro de Saúde de Rossas
Paço – Rossas
4540-481 Rossas
Arouca
Telefone 256 947 230
Farmácia Cabral Brandão
Barroca- Rossas
4540-473 Rossas
Arouca
Telefone 256 947 291

Educação
Foi em Rôssas que o Estado Novo construiu o primeiro edifício escolar do Concelho. Em 25 de Janeiro de 1925, por deliberação da Junta então presidida por Domingos de Pinho Brandão, foi decidido encarrega-lo, com a colaboração do dr. Angelo Pereira de Miranda, de escolher “...o local que melhor satisfaça, pelas suas condições higiénicas e pedagógicas, para a construção de um edifício para as duas escolas de ensino primário geral nesta freguesia”.

Era tal o empenho e determinação da Junta que logo em 26 de Abril deliberou abrir concurso para a construção do edifício de acordo com a planta fornecida pela Repartição das Construções Escolares e remover um tanque do local onde seria construída a nova escola, em terreno concedido por José de Pinho Brandão, do Corregato.

A falta de recursos foi adiando a obra para a qual já tinha sido arrancada uma parte da pedra necessária e em 25 de Janeiro de 1926, foi deliberado pedir “...ao Ministro de Instrução Pública” a verba necessária para a realização das obras.

Apesar de todos os esforços, em 1932, quase tudo continuava na mesma, pelo que a Junta então presidida por António Duarte Amaral, do lugar de Zendo, oficiou ao Director Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais a pedir a verba de 25.000 escudos para a construção do edifício, ao abrigo da legislação então publicada, através da qual o Estado se comprometia a comparticipar melhoramentos de utilidade pública com 50 por cento do custo.

Em simultâneo foi pedido o empenho da Região Escolar e do Governo Civil do Distrito. Entretanto, deslocou-se ao local escolhido para a implantação da escola um engenheiro da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais que rejeitou o sítio escolhido pela Junta, onde já se havia procedido a diversos trabalhos de construção.

Perante isso, foi escolhido, e aprovado para o efeito “...um terreno sito na parte norte do denominado Monte da Senhora do Campo, com uma área de cerca de seiscentos e setenta e dois metros quadrados.”

Eram terrenos pertencentes a Domingos de Pinho Brandão, do Outeiro, a José de Pinho Brandão Júnior, da Quinta de Mouros da freguesia do Burgo e Manuel Francisco Martins, ausente em Angola, mas representado pelo seu procurador Joaquim de Pinho Brandão, do Paço, os quais os cederam gratuitamente, e que , pelo seu gesto, mereceram a aprovação de um voto de “...bem merecido apreço e louvor.”

No dia 1 de Fevereiro a obra foi arrematada por 20.400 escudos, competindo à Junta fornecer gratuitamente toda a pedra e madeira necessária, bem como executar as terraplanagens e abertura dos alicerces do futuro edifício, o que conseguiu com a colaboração entusiasta de toda a população.
Finalmente, no dia 27 de Novembro de 1933, um dia depois da inauguração dos Paços do Concelho, foi inaugurado o novo edifício escolar.

No “...dia 27 de Novembro, encontrando-se no lugar da Barroca, uma grande multidão, juntamente com as crianças das duas escolas em fórma, e seus respectivos professores, e a banda da vila de Arouca, chegou o excelentíssimo senhor capitão Raúl Gomes Pereira, Ministro do Interior, que se fazia acompanhar do seu secretário e dos excelentíssimos senhores major Gaspar Inácio Ferreira, Governador Civil do Distrito, Doutor Braga Paixão, Director Geral do Ensino Primário, capitão de engenharia, doutor José Afonso Lucas, Delegado da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em Aveiro, Reinaldo Soares Correia de Noronha, administrador do concelho, doutor Joaquim de Pinho Brandão, presidente da Câmara, de alguns professores e outras individualidades de destaque, entre as quais se encontrava, também, o excelentíssimo Inspector da Região Escolar”, a multidão irrompeu em vivas ao Ministro enquanto a Banda tocava o Hino Nacional e subiam girândolas de foguetes no ar.

Chegados à escola, a menina Lilita de Almeida Azevedo ofereceu ao Ministro, numa salva de prata, a tesoura com que cortou a fita inaugural e o Secretário da Junta, António de Almeida Brandão proferiu um discurso de agradecimento, salientando a colaboração dada pela comunidade e o gesto generoso dos proprietários dos terrenos onde o edifício foi implantado. Falou ainda o dr. Braga Paixão e a aluna da “quarta classe da escola do sexo feminino, Irene Angelina Martins” que ofereceu ao Ministro um ramo de flores.

Encerrou a sessão o capitão Gomes Pereira que a multidão aplaudiu.
Era professora daquelas duas alunas, dª. Virgínia Pereira Bonito, a quem aqui nasceram os três filhos que ainda muito jovens deixaram a esta terra mas à qual sempre se mantiveram intimamente ligados. O mais novo dos três, o general Álvaro Pereira Bonito, construiu no lugar da Póvoa, em 1997, uma segunda residência, onde se desloca com alguma frequência.

Em 1950 foi inaugurado um novo edifício escolar em Provizende e em 1969, desactivada a velha escola, substituída por novas instalações, com mais salas e respectiva cantina. O velho edifício inaugurado em 1933 foi então recuperado e transformado em Centro Cultural, nele se instalando o Jardim de Infância, Consultório Médico, Salão Paroquial e sede da Junta de Freguesia.

População
Rôssas tinha em 1758 “220 vizinhos com 605 pessoas de sacramento e 65 menores de sete anos.” Em 1890 a população tinha crescido para 974 pessoas recenseadas e em 2001, 1.677.
Em 2005 tinha 1.378 votantes inscritos.

Freguesia que se manteve na vanguarda, teve sempre a presença de um médico uma vez por semana, foi abastecida de energia eléctrica a 27 de Março de 1938, como aconteceu com a Vila de Arouca, graças a comparticipação solidária da comunidade que se subscreveu com a importância de 7.600$00 necessária à aquisição do material eléctrico indispensável. Foi também das primeiras freguesias do Concelho a ser dotada com um sistema de abastecimento de água em 1943, com base num conjunto de sete fontanários que cobriam a parte central da Freguesia.

Apesar do fenómeno migratório e das transformações do mundo rural, soube resistir e mesmo quando o escoamento dos excedentes agrícolas parecia de todo comprometido, instalou dezenas de pequenas bancas ao longo das estradas que a servem a ali conseguiu transacciona-los, criando uma clientela que ano após ano ali se abastece.

Terra rica e generosa, tem na sua gente e no espírito de solidariedade que manifestou nas circunstâncias mais diversas, o seu maior património e a garantia de um futuro que corresponda a magnificência da paisagem e à fertilidade da terra que a Natureza lhe concedeu.