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Os Costumes ...

Das lendas e crenças já pouco se fala em Rossas. Provavelmente, só os mais antigos guardam nas suas memórias algumas tradições de um tempo que já passou e onde muito se contava. No entanto, ainda hoje se fala da lenda do Preto, que se conta da seguinte forma:
Lenda do Preto

"Conta-se que, no tempo em que eu ainda havia escravos, um senhor da casa de Terçoso trouxe com ele de Africa, ao fim de muitos anos de trabalho, um escravo preto.
Ora esse senhor filho do Morgado de Terçoso, prometeu ao preto dar-lhe liberdade se ele construísse o rêgo, que a partir de Provizende havia de regar as terras onde as culturas morriam à sede.
O preto que tanto desejava ser livre, trabalhou dia e noite e, ao fim de muito tempo, aguardou o cumprimento da promessa.
Porém o seu dono e senhor esqueceu-se de cumprir a sua palavra, enquanto o preto vivia triste. Desiludido com as injustiças dos homens. Até que um dia, em pleno Outono, pelas vindimas, o preto desapareceu.
Procurou-se por todo o lado, mas tudo em vão.
Passados meses, ao esvaziar o ultimo pipo de vinho, foi enorme o espanto dos criados do morgado ao verem que no fundo quase desfeito, se encontrava o pobre preto que ali se tinha no dia da última vindima.
E foi então que todos se lembraram que durante a sua imensa tristeza, o preto repetia constantemente “os que me comeram a carne hão-de comer os meus osso”.

E conta a lenda que ainda hoje as pedras do rêgo que traz a água a Provizende para terçoso choram pelas horas mortas e vertem as mesmas lágrimas que caíram da cara do preto nas horas de grande sofrimento.

Mas no que toca à etnografia desta freguesia, os visitantes e os populares podem contar com uma festa que se realiza no dia 8 de Dezembro em honra da santa padroeira, nossa Senhora da Conceição.
Também no segundo domingo de Agosto se celebra outra festa popular, desta vez em honra de nossa Senhora do Campo. Ali se concentram, naquele dia, romeiros residentes e habitantes que vão pedir à Senhora do campo “o remédio das suas necessidades”. Nas ocasiões de necessidades públicas, como faltas de água ou de sol, são muitas as procissões que vão pedir à Senhora a sua intercessão.

Os jogos tradicionais estão também presentes nesta localidade permitindo o convívio e a diversão entre habitantes de Rossas. Muitas vezes, estes jogos são uma forma de relembrar alguns dos jogos que os nossos antepassados nos deixaram. Assim, nesta freguesia, podemos destacar como principais jogos tradicionais, o:

Jogo da malha:
A malha deve jogar-se à distância de vinte e cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em 1º lugar. As equipas mudam de Campo sempre que se iniciar uma nova partida. As segunda e terceiras partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior, cada jogo termina quando são completadas 3 partidas.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos

Jogo de damas
As damas são um jogo mental, praticado por duas pessoas. Para tal é necessário um tabuleiro quadrado, dividido em sessenta e quatro casas iguais, que são alternadamente de cor branca e preta.
Cada jogador dispõe as suas doze peças, ou damas, nas casas escuras do tabuleiro, designadas casas activas. Ao longo do jogo o participante deve mover as suas peças, sempre na diagonal, com o objectivo de conduzir as suas damas até à base rival, capturando o máximo de peças do adversário.